Seguindo um hiato de 12 anos desde sua última grande produção, Cameron nos apresenta pelos olhos de seu protagonista, Jake Sully (Sam Worthington, que roubou a cena no último filme da franquia Exterminador do Futuro), ex-fuzileiro naval paraplégico, uma missão ao planeta Pandora, organizada por uma empresa de mineração. O planeta é lar de uma vasta biodiversidade e, também, da raça humanóide Na’Vi. O protagonista logo assume a função de se aproximar deste povo (assumindo o corpo de um avatar que se assemelha aos habitantes do planeta) e convencê-los a deixarem seu lar, situado sobre uma enorme quantidade de um valioso metal.
Pelos olhos de Jake, que se liberta de suas limitações físicas no corpo do avatar (em uma bela cena em que demonstra a alegria de poder utilizar as pernas novamente), que exploraremos o mundo criado por Cameron em detalhes riquíssimos, assim como conhecer e se apaixonar, como o personagem, pelo povo Na’Vi e sua cultura. Estes demonstram grande harmonia com a natureza de seu planeta, mesmo pela capacidade física de se conectar tanto a outros animais, como à própria essência vital do planeta, a qual deificam e chamam de Eywa, em uma clara, porém não menos eficiente, mensagem ecológica. Desta forma, seus símbolos e locais sagrados, se tornam também sagrados a nós, e não deixa de ser desesperador ver a destruição de algumas árvores logo após uma cena tocante, em que percebemos o significado do lugar para aquela civilização.
Os Na’Vi que, a princípio, geram pelo menos o estranhamento da interação entre personagens digitais e personagens reais (ainda não consigo ficar plenamente satisfeito com a aparente textura borrachenta da pele), ganham verossimilhança pela performance em motion capture que mantém uma grande fluidez de movimentos, e capta, até mesmo, mudanças sutis de expressões faciais (creio que muito em breve será impossível distinguir um ator real de um personagem digitalmente criado). Quanto aos ambientes, estes sempre parecem reais, sendo que tomei como lugar favorito as belíssimas montanhas flutuantes.
Assumindo o papel de vilão da produção, temos o Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), que tenta cumprir suas ordens profissionais com uma obstinação de fazer inveja ao T-1000 de Exterminador do Futuro 2 (o que por vezes soa irritante, porém entendo a crítica à arrogância e ao militarismo cego bem americanos).
Um festival aos olhos para ser curtido em um cinema com boa projeção 3-D e tela imensa. Com Sigourney Weaver, Zoe Saldana, Michelle Rodriguez e Giovanni Ribisi.

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ResponderExcluirThanks for the compliment! :)
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